
CARREIRA E CURIOSIDADES:


NATURALIDADE: Barreiro.
DATA DE NASCIMENTO: 10 de Fevereiro de 1959.
CLUBES REPRESENTADOS: Barreirense, Benfica, Bordéus (França), Belenenses e Estrela da Amadora.
CURRÍCULO/PALMARÉS (ao serviço do Benfica):
Chalana foi um dos melhores jogadores de sempre da história do Benfica e, consequentemente, um dos maiores talentos que o futebol português produziu até hoje. Com efeito, Chalana foi um predestinado da bola, um jogador genial que, ao longo de 15 anos, espalhou pelos relvados o perfume inconfundível do seu futebol intuitivo, imprevisível, repentista, feito de dribles e fintas desconcertantes, com arrancadas e "sprints" que deixavam os defesas "pregados" ao relvado.
Chalana esteve 12 épocas ao serviço do Benfica (entre 1975/76 e 1983/84 e, mais tarde, entre 1987/88 e 1989/90), tendo realizado um total de 310 jogos (47 golos marcados) de "águia ao peito", dos quais 224 jogos a contar para o Campeonato Nacional (38 golos apontados). Após a saída do Benfica, no final da época de 1989/90 (a 20 de Maio de 1990), Chalana jogou uma época no Belenenses, tendo disputado 14 jogos. Na temporada seguinte (1991/92), Chalana ainda representou o Estrela da Amadora (na altura a militar na 2ª Divisão Nacional), contudo, não chegou a concluir a época, decidindo, aos 33 anos, dar por encerrada uma brilhante carreira de 16 anos, apesar da infelicidade das várias lesões sofridas.
De facto, ao longo da sua brilhante carreira, Chalana foi um jogador muito martirizado pelas lesões, sobretudo, durante os 3 anos que esteve em França, ao serviço do Bordéus, período no qual viveu um autêntico "calvário" com sucessivas lesões a impedirem-no de render aquilo que estava ao seu alcance e que tinha tão exuberantemente demonstrado ao serviço do Benfica e da Selecção Nacional, nomeadamente no Campeonato da Europa de França, em 1984.
CURRÍCULO/PALMARÉS:
- 3 vezes Campeão Nacional da 1ª Divisão: ao serviço do F.C. Porto (1977/78 e 1978/79); ao serviço do Sporting (1981/82).
- 2 vezes vencedor da Taça de Portugal: ao serviço do F.C. Porto (1976/77); ao serviço do Sporting (1981/82).
Oliveira foi, indiscutivelmente, um dos mais geniais jogadores portugueses de sempre e, provavelmente, o mais genial de todos os que passaram pelo F.C. Porto, clube onde iniciou a sua carreira de futebolista de craveira ímpar. A carreira de Oliveira no Campeonato Nacional prolongou-se ao longo de 16 épocas, entre 1970/71 e 1985/86, totalizando 295 jogos efectuados e 107 golos marcados.
Ao serviço do F.C. Porto, Oliveira jogou durante 10 épocas (entre 1970/71 e 1979/80), tendo realizado 200 jogos e marcado 70 golos. A seguir, jogou durante uma época (1980/81) no Penafiel, tendo disputado 22 jogos e apontado 10 golos. No Sporting jogou durante 4 épocas (entre 1981/82 e 1984/85, a última delas incompleta), tendo efectuado 66 jogos e marcado 27 golos. Na época seguinte, ainda jogou no Marítimo, tendo apenas disputado 7 jogos.
A contar para as Competições Europeias de clubes, Oliveira disputou 39 jogos tendo apontado 14 golos. Ao serviço da Selecção Nacional A, totalizou 24 internacionalizações tendo marcado 7 golos. A estreia de Oliveira na Selecção ocorreu a 13 de Novembro de 1974, em Berna, na Suíça, frente à Suíça (derrota 0-3). A despedida aconteceu a 21 de Setembro de 1983, no Estádio José de Alvalade, em Lisboa, frente à Finlândia (vitória 5-0).
No início da época de 1979/80, Oliveira tenta uma experiência no futebol espanhol, transferindo-se para o Bétis de Sevilha. Porém, esta permanência em terras espanholas viria a redundar numa experiência falhada, desagradável e infeliz, pois Oliveira nunca se adaptou, quer ao clube, quer ao país vizinho, declarando-se "um provinciano". Como tal, esteve apenas 6 meses no Bétis, regressando definitivamente a Portugal e concluindo, ainda, aquela temporada novamente no F.C. Porto.
No rescaldo do célebre "verão quente" das Antas, que culminou com a saída de José Maria Pedroto e de Pinto da Costa do F.C. Porto, no início da época de 1980/81, Oliveira sai também do clube incompatibilizado e em litígio com a direcção portista, à época presidida por Américo de Sá. Durante essa época, Oliveira joga no clube da sua terra, o Penafiel, assumindo a dupla função de jogador e treinador e conseguindo alcançar um surpreendente, notável e honroso 10º lugar.
Na época seguinte, Oliveira transfere-se para o Sporting, ao serviço do qual permanece durante 4 épocas. A meio da sua 4ª época de "leão ao peito", em Março de 1985, castigado por inúmeras lesões que teimavam em não o largar, Oliveira rescinde o contrato com o Sporting, alegando não poder render aquilo que estava ao seu alcance e que os sportinguistas esperavam dele.
No dia em que recebeu a triste notícia da morte do seu pai, corria a época de 1982/83, Oliveira realizou o seu melhor jogo ao serviço do Sporting e, provavelmente, uma das melhores exibições de sempre da sua notável carreira. Foi em Setembro de 1982, num jogo a contar para a 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus, disputado no Estádio José de Alvalade, no qual o Sporting venceu o Dínamo de Zagreb (ex-Jugoslávia) por 3-0. Os 3 golos, qual deles o mais fantástico, foram marcados precisamente por Oliveira, numa exibição magistral só ao alcance dos génios e dos predestinados da bola.
Oliveira despede-se definitivamente do futebol, como jogador, ao serviço do Marítimo, a meio da temporada de 1985/86, prestes a completar 34 anos, encerrando uma longa e brilhante carreira de 16 anos, durante os quais espalhou pelos relvados toda a classe e perfume do seu futebol genial.
Ao longo da sua carreira, Oliveira acumulou por 3 vezes a dupla função de jogador e treinador: durante a época de 1980/81, ao serviço do Penafiel; durante a época de 1982/83, ao serviço do Sporting, substituindo o treinador inglês Malcolm Allison; durante a época de 1985/86, ao serviço do Marítimo.
Jaime Pacheco jogou durante 14 épocas na 1ª Divisão, entre 1980/81 e 1993/94, tendo realizado um total de 292 jogos (17 golos marcados) no Campeonato Nacional, em representação de 5 clubes: esteve 7 épocas no F.C. Porto (entre 1980/81 e 1983/84 e, mais tarde, entre 1986/87 e 1988/89) num total de 142 jogos disputados e 11 golos apontados; 2 épocas no Sporting (1984/85 e 1985/86) num total de 29 jogos disputados e 2 golos apontados; outras 2 épocas no Vitória Futebol Clube (1989/90 e 1990/91) num total de 52 jogos disputados e 2 golos apontados; mais 2 épocas no Paços de Ferreira (1991/92 e 1992/93) e também 52 jogos realizados (1 golo marcado); finalmente, 1 época no Sporting de Braga, com 17 jogos efectuados (1 golo marcado).
Ao longo da carreira, Jaime Pacheco foi sempre um jogador marcado pelas lesões, tendo nesse aspecto sido um jogador bastante infeliz, quer quando esteve ao serviço do Sporting, clube no qual passou muito tempo lesionado, quer ao serviço do F.C. Porto. Com efeito, aquando da sua segunda passagem por este clube, Jaime Pacheco sofreu uma grave lesão (rotura dos ligamentos cruzados do joelho), logo no início da 2ª volta do campeonato, referente à época de 1986/87, que o impediu de estar presente na final da Taça dos Campeões Europeus e de participar nas conquistas da Supertaça Europeia e da Taça Intercontinental da temporada seguinte.
A contar para as Competições Europeias de clubes, Jaime Pacheco efectuou 35 jogos tendo marcado apenas 2 golos. Ao serviço da Selecção Nacional A, Jaime Pacheco totalizou 25 internacionalizações. A estreia ocorreu a 23 de Fevereiro de 1983, no Estádio do Restelo, em Lisboa, frente à Alemanha (vitória 1-0). A despedida aconteceu a 12 de Setembro de 1990, em Helsínquia, na Finlândia, frente à Finlândia (empate 0-0).
Na sequência dos tristes incidentes ocorridos em Saltillo, no Campeonato do Mundo do México, em 1986, Jaime Pacheco esteve ausente da Selecção durante 4 anos, regressando em 1990, precisamente para disputar o seu 25º e último jogo com a camisola das "quinas". À semelhança de outros jogadores que se viram privados de dar o seu contributo à Selecção Nacional, também Jaime Pacheco foi prejudicado com esta ausência, numa altura em que era titular indiscutível da Selecção.
Perto de completar 36 anos de idade, no final da época de 1993/94, Jaime Pacheco colocou um ponto final numa bonita carreira de 14 anos, ao longo da qual, graças à sua categoria futebolística, espírito competitivo e brio profissional, soube granjear a admiração e o respeito dos adeptos e amantes do futebol.
CURRÍCULO/PALMARÉS:
CARREIRA E CURIOSIDADES:
Ao longo de 14 épocas, Eurico realizou um total de 312 jogos no Campeonato Nacional (7 golos marcados), em representação de quatro clubes: 4 épocas ao serviço do Benfica (entre 1975/76 e 1978/79) e 89 jogos efectuados (1 golo apontado); 3 épocas ao serviço do Sporting (entre 1979/80 e 1981/82) e 89 jogos efectuados (2 golos apontados); 5 épocas ao serviço do F.C. Porto (entre 1982/83 e 1986/87) e 89 jogos efectuados (4 golos apontados); 2 épocas ao serviço do Vitória Futebol Clube (1987/88 e 1988/89) e 45 jogos realizados (0 golos).
Refira-se, no entanto, que devido a uma lesão grave, Eurico apenas disputou um jogo na época de 1985/86 e não chegou a realizar nenhum jogo em toda a época de 1986/87, embora nesta, também por opção técnica. Quer isto dizer que, em condições normais, Eurico poderia ter atingido, no Campeonato Nacional, um número de jogos próximo dos 370, não fossem aquelas duas épocas negras, nas quais esteve lesionado (1ª época) e foi sempre suplente não utilizado ou não foi convocado (2ª época).
Com efeito, o calvário de Eurico teve início logo na 1ª jornada da época de 1985/86, no Estádio das Antas, frente ao Benfica. Tudo aconteceu num lance fortuito no qual Eurico, num choque casual com Nunes, fracturou uma perna, terminando, de forma dramática, a época para si. Com a época perdida, Eurico falharia também a presença na fase final do Campeonato do Mundo, no México, não conseguindo recuperar a tempo da lesão, de forma a poder ser ainda convocado. Foi, de facto, uma época para esquecer, numa altura em que Eurico se encontrava no apogeu da carreira, apenas com 30 anos, e preparado para mais conquistas ao serviço do F.C. Porto.
A contar para as Competições Europeias de clubes, Eurico efectuou 41 jogos. Ao serviço da Selecção Nacional A, Eurico totalizou 38 internacionalizações (1 golo marcado). A estreia pela Selecção ocorreu a 20 de Setembro de 1978, no estádio do Bonfim, em Setúbal, num jogo particular frente aos EUA (vitória 1-0). A despedida ocorreu a 3 de Abril de 1985, em Ascoli (Itália), também num jogo particular frente à Itália (derrota 0-2). Também na Selecção, Eurico não mais voltou a ser chamado depois da lesão sofrida, facto este que impossibilitou que viesse a atingir um maior número de internacionalizações, consentâneo com o seu valor de titular indicutível da Selecção até então. A propósito, Eurico foi considerado um dos melhores defesas centrais do Campeonato da Europa de 1984, em França, sendo o "patrão" indiscutível da defesa portuguesa.
Como atrás foi referido, na época de 1986/87, embora fizesse parte do plantel do F.C. Porto, Eurico não chegou a efectuar qualquer jogo, nem para o campeonato nacional, nem para as competições europeias. Inclusivamente, Eurico não fez parte dos convocados para a final da Taça dos Campeões Europeus, a disputar em Viena (Áustria), frente ao Bayern de Munique, que o F.C. Porto viria, de forma brilhante, a vencer por 2-1.
Na época seguinte, Eurico sai do F.C. Porto, transferindo-se para o Vitória Futebol Clube, e é em Setúbal que se despede do futebol, como jogador, no final da época de 1988/89, então com 33 anos, encerrando, apesar do infortúnio, uma notável carreira de 14 anos, sempre ao mais alto nível.
Eurico é o único jogador do futebol português que se sagrou campeão nacional ao serviço dos 3 "grandes" (Benfica, Sporting e F.C. Porto). Além disso, Eurico será sempre recordado como um dos melhores defesas centrais de sempre do futebol português, na verdade, um jogador de classe internacional que, a par de Humberto Coelho, marcaram uma época no futebol português, sendo, na minha opinião, os dois melhores defesas centrais portugueses das décadas de 70 e 80.
DATA DE NASCIMENTO: 20 de Abril de 1950.
LUGAR: Defesa central.
CLUBES REPRESENTADOS: Ramaldense, Benfica, Paris Saint-Germain (França) e Las Vegas Quicksilver (EUA).
- 8 vezes Campeão Nacional da 1ª Divisão: 1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73, 1974/75, 1980/81, 1982/83 e 1983/84 (época incompleta).
- 6 vezes vencedor da Taça de Portugal: 1968/69, 1969/70, 1971/72, 1979/80, 1980/81 e 1982/83.
- 1 vez vencedor da Supertaça: 1979/80.
- Finalista vencido da Taça UEFA, em 1982/83: Anderlecht (Bélgica) - 1 / Benfica - 0; Benfica - 1 / Anderlecht (Bélgica) - 1.
CARREIRA E CURIOSIDADES:
Humberto Coelho é considerado um dos melhores defesas centrais europeus do seu tempo (décadas de 70 e 80), tendo ficado conhecido como "O Beckenbauer Português", dadas as suas enormes qualidades físicas, técnicas e tácticas, aliadas a uma forte capacidade de liderança. Humberto Coelho foi, durante mais de 10 anos, o "patrão" da defesa, quer no Benfica, quer na Selecção Nacional.
Humberto Coelho esteve durante 14 épocas ao serviço do Benfica (entre 1968/69 e 1974/75; 1977/78 e 1983/84), tendo realizado um total de 496 jogos (76 golos), 355 dos quais a contar para o Campeonato Nacional (56 golos). Disputou, ainda, 71 jogos a contar para as Competições Europeias de clubes, tendo apontado 4 golos.
Durante duas épocas (1975/76 e 1976/77), Humberto Coelho jogou no Paris Saint-Germain (França), ao serviço do qual efectuou 48 jogos, tendo marcado 2 golos. Jogou ainda, alguns meses, no Las Vegas Quicksilver (EUA), tendo aí realizado 22 jogos e apontado 2 golos. Após essa curta experiência no futebol dos "States", Humberto Coelho regressa definitivamente a Portugal e ao Benfica, onde terminará a carreira.
Humberto Coelho foi 64 vezes internacional pela Selecção Nacional A, igualando as internacionalizações de Eusébio. Quando Humberto Coelho se despediu da Selecção, ele e Eusébio eram os dois jogadores portugueses mais internacionais de sempre. Ao serviço da Selecção marcou 6 golos. A estreia ocorreu a 27 de Outubro de 1968 no Estádio da Luz, em Lisboa, frente à Roménia (vitória 3-0) e o último jogo foi disputado a 27 de Abril de 1983, em Moscovo, frente à URSS (derrota 0-5).
No início da década de 80, Humberto Coelho foi convocado duas vezes para a Selecção da Europa, tendo sido titular de ambas as vezes. No final de 1983, então com 33 anos, Humberto Coelho fez a despedida do Benfica, como jogador, após ter sofrido uma lesão grave, encerrando uma brilhante carreira de 16 anos (14 dos quais de "águia ao peito"), tornando-se num dos jogadores do Benfica e do futebol português com mais jogos efectuados, quer no Campeonato Nacional, quer nas Competições da UEFA.