sábado, 4 de julho de 2009

FRASER, Dawn (Austrália, Natação)

Dawn Fraser, nascida a 4 de Setembro de 1937, em Sydney, na Austrália, foi a maior nadadora australiana de todos os tempos e uma das melhores de sempre da história da natação mundial.
Dawn Fraser ficou na História dos Jogos Olímpicos ao tornar-se no único nadador, tanto masculino, como feminino, a ganhar a mesma prova individual 3 vezes, recorde que ainda hoje permanece.
Com efeito, Fraser conquistou a medalha de ouro na prova de 100 metros livres em 3 edições consecutivas dos Jogos Olímpicos: Melbourne, em 1956; Roma, em 1960; Tóquio, em 1964.
Em Outubro de 1962, Fraser tornou-se igualmente na primeira mulher a nadar os 100 metros livres em menos de 1 minuto. Em Fevereiro de 1964 retirou um segundo ao recorde mundial daquela especialidade, demonstrando que estava preparada para conquistar, nos Jogos de Tóquio, a sua 3ª medalha de ouro consecutiva naquela distância, facto que se veio a verificar.
No entanto, ainda antes do início dos Jogos Olímpicos, em Março de 1964, Fraser viveu um acontecimento trágico que marcaria a sua vida para sempre.
De facto, quando Fraser conduzia um automóvel, levando consigo mais 3 pessoas (a mãe, uma irmã e um amigo), a certa altura perdeu o controlo da viatura, embatendo violentamente contra um camião. Deste acidente, resultou a morte da sua mãe, tendo a sua irmã ficado bastante ferida e a própria Fraser teve de ser hospitalizada, ficando, durante 6 semanas, com um colar de plástico no pescoço.
Sete semanas depois do desastre, Fraser integrou, pela 3ª vez, a selecção olímpica australiana, revelando uma grande força anímica. Mas poucos eram os que acreditavam na possibilidade de uma mulher de 27 anos repetir as vitórias anteriores.
Depois de ter batido o recorde olímpico na eliminatória que precedeu a final, Fraser sentiu grandes dificuldades para vencer, na prova decisiva, a forte nadadora norte-americana Sharon Stouder, de apenas 15 anos. Todavia, durante os últimos 30 metros, Fraser, fazendo uso do seu espírito indomável, encontrou forças não se sabe onde e obteve um triunfo histórico, baixando ainda mais o máximo olímpico para 59,5 segundos.
Para além das 3 medalhas de ouro conquistadas nos 100 metros livres, Fraser alcançou ainda mais 3 medalhas: uma de ouro na estafeta de 4x100 metros livres e outra de prata na prova de 400 metros livres, nos Jogos Olímpicos de Melbourne, em 1956; uma de prata na estafeta de 4x100 metros livres, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Assim, Fraser conquistou um total de 6 medalhas em Jogos Olímpicos.
Ao longo da sua carreira, Dawn Fraser bateu também 27 recordes mundiais em provas individuais. Muito naturalmente, conquistou o estatuto de heroína australiana, sendo considerada a maior atleta australiana de sempre. Em 1988, a principal piscina de Sydney foi justamente baptizada com o seu nome.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FOREMAN, George (EUA, Boxe)

George Foreman, nascido a 10 de Janeiro de 1949, em Marshall, no Texas (EUA), foi um dos maiores pugilistas norte-americanos de todos os tempos e um dos melhores de sempre da história do boxe mundial.
Quando em 1968, nos Jogos Olímpicos realizados na Cidade do México, Foreman conquistou a medalha de ouro na categoria de peso pesado (+ 81 kg), este era, ainda, aos 19 anos, um pugilista inexperiente. Contudo, este triunfo iria constituir a sua última vitória como amador, já que, no final desse ano de 1968, após a obtenção de 22 vitórias em 26 combates, Foreman abraçou o profissionalismo.
Cinco anos mais tarde, em 1973, Foreman, então já um pugilista maduro, conquista o título mundial profissional de pesados, ao derrotar o compatriota Joe Frazier, precisamente o homem a quem sucedera como campeão olímpico, em 1968. A seguir, Foreman defendeu com sucesso o seu título, perante pugilistas como Cassius Clay e Ken Norton.
Até que, em 30 de Outubro de 1974, em Kinshasa, capital do ex-Zaire, realiza-se um dos mais célebres combates da história do pugilismo mundial, no qual George Foreman é derrotado por Cassius Clay, então já com o nome de Mohamed Ali.
Passados alguns anos, em 1978, Foreman abandona o boxe, tornando-se num pastor evangélico, empenhado em melhorar a vida de muitos jovens pobres dos Estados Unidos. Porém, como a sua confissão religiosa padecia de falta de fundos, Foreman viu-se obrigado a voltar aos combates em 1987, já com 38 anos, tendo em vista a angariação de dinheiro para obras de beneficência.
Apesar de ter sido desaconselhado, por médicos e amigos, a fazê-lo, Foreman foi, de facto, protagonista de um regresso espectacular ao boxe, ultrapassando as expectativas mais optimistas e tudo aquilo que se poderia prever à partida.
Na verdade, Foreman voltou a ser campeão mundial de peso pesado em 1994, 20 anos depois do seu último título, entretanto perdido para Cassius Clay, em 1974. Para tal, derrotou o também norte-americano Michael Moorer, ganhando fama e dinheiro como nunca tinha conseguido antes e passando, inclusivamente, a partilhar o estatuto de desportista mais simpático e popular dos Estados Unidos, juntamente com o basquetebolista "Magic" Johnson.
George Foreman defendeu o seu título até 22 de Novembro de 1997, data em que foi derrotado pelo compatriota Shannon Briggs. Só então, já com 48 anos, Foreman abandonou definitivamente o boxe, ficando na história da modalidade como protagonista de um dos mais espectaculares comebacks do desporto mundial.
Com efeito, após ter sido "Rei" da categoria de pesados no início dos anos 70, Foreman logrou recuperar esse estatuto em meados dos anos 90, quando era, então, um pacato pastor evangélico a caminho dos 45 anos!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

FONTAINE, Just (França, Futebol)

Just Fontaine, nascido a 18 de Agosto de 1933, em Marraquexe (Marrocos), foi um dos melhores jogadores franceses de todos os tempos e um dos grandes avançados europeus da década de 50.
Juntamente com Raymond Kopa, Michel Platini e Zinedine Zidane, Fontaine é um dos mais conceituados futebolistas franceses de sempre, sendo detentor, até hoje, do recorde de golos marcados numa só edição de um Campeonato do Mundo de Futebol.
Com efeito, Fontaine marcou 13 (!) golos no "Mundial" de 1958, realizado na Suécia, recorde este que já perdura há mais de 50 anos, não se perspectivando grandes hipóteses de vir a ser batido nos tempos mais próximos.
Foi no Norte de África, em Marrocos, que Fontaine deu os primeiros passos no futebol, ao serviço do AC Marraquexe e, depois, no USM Casablanca.
Na década de 50, Raymond Kopa era a grande figura do futebol francês, o que levou o Real Madrid a contratá-lo em 1956. Foi precisamente para colmatar a vaga deixada em aberto por Kopa que o Stade de Reims decidiu recrutar o avançado Just Fontaine ao Nice.
Ao serviço do Nice, Fontaine tinha vencido a Taça de França, em 1954 e tinha sido Campeão de França, em 1956.
Logo no seu ano de estreia no Stade de Reims, em 1958, Fontaine alcançou a "dobradinha" (campeonato e taça), à qual se juntou a conquista do troféu de melhor marcador do campeonato francês e da "Bota de Ouro", troféu destinado a premiar o melhor marcador dos campeonatos europeus (34 golos). Na verdade, 1958 foi o "ano de ouro" da carreira de Fontaine, vencendo praticamente todos os títulos, quer a nível colectivo, quer a nível individual.
Ainda em 1958, Fontaine foi um dos jogadores convocados da Selecção de França que iria estar presente no Campeonato do Mundo da Suécia. À partida, estava-lhe reservado o lugar de suplente do seu colega de equipa René Bliard, mas como este se lesionou antes do início da prova, Fontaine ganhou um lugar entre os onze eleitos, tendo sido titular nos 6 jogos que a França disputou.
No jogo da meia-final, frente à poderosa Selecção do Brasil, a França perdeu por 5-2, tendo Fontaine marcado um golo, o 9º da competição.
No jogo para atribuição dos 3º e 4º lugares, a França derrotou a RFA (República Federal Alemã) por 6-3, tendo Fontaine apontado 4 golos. A França alcançava, assim, um honroso 3º lugar e Fontaine chegava à fantástica marca dos 13 golos.
Dois anos depois, as expectativas eram as maiores, pois Kopa regressava ao Stade de Reims e o clube passava a contar com as duas grandes figuras do futebol francês.
Fontaine voltou a sagrar-se Campeão de França pelo Stade Reims por mais duas vezes, nas épocas de 1959/60 e 1961/62. Em 1960, voltou a ser o melhor marcador do campeonato francês, com 28 golos.
Porém, já no decorrer daquela última época, ainda em 1961, Fontaine, então com apenas 28 anos, sofre, pela 2ª vez, uma dupla fractura na mesma perna, terminando logo aí, de forma brusca, inesperada e cruel, uma carreira que estava a ser bastante promissora.
Por força deste abandono prematuro do futebol, Fontaine apenas realizou 21 jogos pela França, tendo, no entanto, marcado 27 golos, o que dá uma excelente média de 1,3 golos por jogo.
Durante a sua curta mas rica carreira, na qual foi 4 vezes Campeão de França, venceu duas Taças de França, foi duas vezes o melhor marcador do campeonato francês e "Bota de Ouro" europeu, Fontaine realizou um total de 213 jogos, tendo marcado 200 golos. Muitos mais golos poderia ter marcado, não fosse o tremendo azar que lhe bateu à porta e que o fez terminar mais cedo uma carreira que poderia ter sido ainda mais brilhante.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

FISCHER, Bobby (EUA, Xadrez)

Robert James Fischer, nascido a 9 de Março de 1943, em Chicago (EUA), foi o melhor xadrezista norte-americano de todos os tempos e pentacampeão mundial (1972, 1973, 1974, 1975 e 1992), sendo considerado, por muitos especialistas da modalidade, o melhor jogador de xadrez do século XX.
Filho de um físico alemão, que nunca chegou a conhecer, e de uma professora suíça, Bobby Fischer teve uma infância difícil, tendo o xadrez funcionado, para ele, como uma espécie de escape ou "refúgio" perfeito. Fischer aprendeu a jogar xadrez aos 6 anos, com a sua irmã, e em 1956, com 13 anos, foi campeão de juniores dos Estados Unidos. Em 1957, Fischer foi campeão absoluto dos Estados Unidos, título que voltaria a conquistar por mais 7 vezes, em 1958, 1959, 1960, 1962, 1963, 1965 e 1966.
Com efeito, Fischer foi aquilo a que se pode chamar um menino-prodígio do xadrez, como o demonstra o facto de, com apenas 16 anos, ter conseguido atingir o título de grande-mestre internacional de xadrez, o mais jovem jogador da história do xadrez a consegui-lo, tornando-se no único jogador do Ocidente a ganhar a vida como profissional do xadrez.
Depois de uma carreira fulgurante, durante a qual venceu os melhores jogadores da então União Soviética, Fischer sagrou-se Campeão do Mundo de Xadrez em 1972, num célebre match frente ao soviético Boris Spassky, jogado em Reiquejavique, na Islândia, que viria a ser denominada como a "partida do século". O norte-americano perdeu o 1º jogo, faltou ao 2º, mas depois embalou para um triunfo esmagador, por 12,5-8,5.
Até atingir a final do "Mundial" de Xadrez, Fischer teve um percurso notável, ganhando 19 partidas magistrais consecutivas, um registo nunca antes igualado. Essas 19 vitórias consecutivas foram obtidas nos seguintes jogos: as últimas seis do Torneio Interzonal de Palma de Maiorca, seis no match com o dinamarquês Bent Larsen (6-0), outras seis no match com o soviético Mark Taimanov (6-0) e a 1ª do match da final do Torneio de Candidatos, frente ao ex-Campeão do Mundo, Tigra Petrosian, no qual se impôs por 6,5-2,5.
As partidas do fenomenal Bobby Fischer eram caracterizadas por terem, quase sempre, algo de surpreendente e até de mágico. Fisher procurava tomar sempre a iniciativa das partidas, revelando uma excepcional habilidade ao jogo e capacidade de antecipação das jogadas, vendo sempre mais longe que os seus adversários.
Depois de se ter sagrado Campeão do Mundo em 1972, Fischer revalidaria o título em 1973, 1974 e 1975. Em 1975, Fischer recusou-se a defender o seu título diante do xadrezista soviético Anatoly Karpov, tendo este, sem jogar, tornado-se no 1º Campeão do Mundo de Xadrez, por falta de comparência do adversário em título.
A partir daí, Bobby Fischer perdeu o contacto com o xadrez, desligando-se, por completo, da modalidade. A sua vida mudou completamente, passando a ser um verdadeiro enigma, desconhecendo-se aquilo que fazia, apenas se sabendo que, a partir de certa altura, passou a integrar uma igreja evangelista, que abandonaria mais tarde.
Em 1992, quase a completar 50 anos, Fischer regressou ao xadrez, provavelmente por razões de ordem económica. Patrocinado por um milionário jugoslavo, Fischer voltou a efectuar um match com Boris Spassky, tendo vencido o seu adversário com facilidade. Este match decorreu em Steffi Stefan, no Montenegro (antiga República da ex-Jugoslávia) e, como na altura, a Jugoslávia estava sob embargo económico internacional, Fischer foi acusado, pelo Senado dos Estados Unidos, de actividade económica ilegal. Como consequência deste facto, foi, então, emitido um mandado de captura internacional ao genial jogador norte-americano, o qual se refugiou, sucessivamente, na Jugoslávia, na Hungria, nas Filipinas e no Japão, onde chegou a estar preso durante alguns meses, acusado de tentar usar um passaporte revogado pelos Estados Unidos. Até que, em 2005, conseguiu obter a nacionalidade islandesa, fixando-se definitivamente em Reiquejavique, onde ficaria exilado até ao fim dos seus dias, e onde viria a falecer em 2008, com 65 anos de idade.
Aquele que foi, até há pouco tempo, o único Campeão Mundial de xadrez não Russo, depois da 2ª Guerra Mundial, e que chegou a ser considerado um herói nacional para o povo americano, durante os anos da chamada Guerra Fria com a União Soviética, sobretudo, no período de tempo compreendido entre meados da década de 60 e meados da década de 70, acabaria, afinal, por morrer, longe da sua pátria, esquecido pelo seu povo e ignorado pela América.

sábado, 30 de maio de 2009

FISCHER, Birgit (ex-RDA, Canoagem)

Birgit Fischer-Schmidt, nascida a 25 de Fevereiro de 1962, em Brandenburgo, na antiga República Democrática Alemã (RDA), foi a maior canoísta alemã de sempre e a melhor atleta da história da canoagem feminina mundial.
Birgit é a única mulher que conseguiu ganhar medalhas nos Jogos Olímpicos com 20 (!) anos de intervalo, sagrando-se, pela 1ª vez, aos 18 anos, campeã olímpica, nos Jogos de Moscovo, em 1980 e, pela última vez, em 2000, nos Jogos de Sidney, então já com 38 anos.
A acrescentar àquele feito, destaca-se, também, o facto de Birgit ser a única atleta que conseguiu conquistar 10 medalhas olímpicas na canoagem, 7 das quais de ouro, sendo, até hoje, a mais jovem campeã olímpica de sempre na canoagem.
Vejamos, então, a lista das 10 medalhas conquistadas pela atleta alemã, em 5 presenças nos Jogos Olímpicos, nas várias especialidades de canoagem: Jogos Olímpicos de Moscovo - 1980: medalha de ouro (individual) em K1 (500 m); medalha de ouro em K2 (500 metros); Jogos Olímpicos de Los Angeles - 1984: não participou, devido ao boicote do seu país, a RDA, a esta edição dos Jogos, apoiando e seguindo a iniciativa da URSS; Jogos Olímpicos de Seul - 1988: medalha de prata (individual) em K1 (500 m); medalha de ouro em K2 (500 m) e K4 (500 m); Jogos Olímpicos de Barcelona - 1992: medalha de ouro (individual) em K1 (500 m); medalha de prata em K4 (500 m); ambas as medalhas foram conquistadas já em representação da Alemanha (unificada); Jogos Olímpicos de Atlanta - 1996: medalha de prata em K2 (500 m); medalha de ouro em K4 (500 m); Jogos Olímpicos de Sidney - 2000: medalha de ouro em K4 (500 m).
O impressionante palmarés alcançado por Birgit nos Jogos Olímpicos só não é ainda maior, porque, devido ao boicote da RDA, a canoísta alemã se viu impedida de participar nos Jogos de Los Angeles, em 1984, edição na qual era favorita à vitória nas 3 provas de canoagem (K1, K2 e K4). Em 1988, nos Jogos de Seul, falhou, por pouco, a conquista daquela tripla, sendo derrotada, sobre a meta, na competição individual (K1).
Em 2000, aos 38 anos de idade, Birgit alcançava a sua última grande vitória da sua longa e invejável carreira, ficando, para a História dos Jogos Olímpicos e da canoagem mundial, como a maior canoísta de todos os tempos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

FANGIO, Juan Manuel (Argentina, Fórmula 1)

Juan Manuel Fangio, nascido a 24 de junho de 1911, em Balcarce, na Argentina, foi o maior piloto argentino de Fórmula 1 de todos os tempos e um dos melhores de sempre da História da Fórmula 1. Durante 45 anos (!), mais concretamente, entre 1957 e 2002, Fangio deteve o recorde de Campeonatos do Mundo de Fórmula 1 ganhos, num total de 5 (4 deles consecutivos), em 1951, 1954, 1955, 1956 e 1957.
Com efeito, só em 2003, através da conquista do hexacampeonato, por parte do piloto alemão Michael Schumacher, é que Fangio foi ultrapassado em número de Campeonatos do Mundo de Fórmula 1 conquistados.
A proeza do piloto argentino é tanto mais de realçar, quanto o facto deste ter participado, ao longo da sua carreira, somente em 8 edições do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, perdendo apenas as edições de 1950, 1952 e 1953.
Devido a este facto, Fangio acabou por vencer apenas 24 "Grandes Prémios", isto comparativamente com outros pilotos que tiveram uma carreira mais longa na Fórmula 1. No entanto, tendo em conta as suas 8 participações em "Mundiais" de Fórmula 1, o balanço de vitórias é bastante positivo, com uma média de 3 vitórias por cada edição.
Para além das 24 vitórias obtidas em "Grandes Prémios", o piloto argentino alcançou, ainda, 28 poles positions e 23 voltas mais rápidas.
Filho de imigrantes italianos, Fangio cedo se destacou no automobilismo, vencendo praticamente todas as corridas regionais em que participava. De tal forma, que alguns amigos seus acabaram por ajudá-lo a comprar um carro razoavelmente competitivo, um Chevrolet, com o qual travou duelos animados com o seu grande rival, Oscar Galvez.
Nos 7 anos que se seguiram, Fangio construiu uma forte reputação na Argentina, até que, em 1948, um grupo de pilotos europeus muito cotados foi correr à Argentina, tendo o piloto argentino impressionado de tal maneira aquele grupo, que rapidamente a sua fama chegou à Europa, levando, inclusivamente, o Governo Argentino a financiar a sua participação, juntamente com Oscar Galvez, numas corridas no "velho continente", repetindo, aliás, esse apoio no ano seguinte.
Ao volante de um Maserati, Fangio deixou os europeus espantados, vencendo várias corridas, desde San Remo a Monza. Em 1950, quando o Campeonato do Mundo nasceu oficialmente, Fangio, então já com 39 anos, foi convidado a competir ao serviço da Alfa Romeo, ganhando, a partir daí, um lugar definitivo no escalão mais alto do automobilismo mundial.
Fangio guiou para todas as grandes equipas/marcas da época, desde a Ferrari à Mercedes, terminando a sua carreira internacional tal como a começara, isto é, ao volante de um Maserati.
Durante os 8 anos em que permaneceu na Fórmula 1, Fangio assumiu sempre o favoritismo em quase todas as corridas em que participou. Na verdade, Fangio era um piloto muito rápido, calculista, fisicamente forte e resistente, e só arriscava o necessário para vencer, doseando na perfeição as suas capacidades, o que lhe permitiu manter-se na ribalta, mesmo depois de ter ultrapassado os 45 anos de idade, período em que conquistou os últimos 2 dos seus 5 títulos mundiais.
Ao longo da sua curta mas extraordinária carreira, e mesmo depois de abandonar as pistas, em 1958, Fangio conquistou sempre a admiração e a simpatia pelos "quatro cantos do Mundo". Apesar de não falar inglês, a sua humildade e modéstia, por um lado, e a figura baixa e carismática, por outro, transformaram-no num símbolo do desportivismo um pouco por toda a parte.
Fangio viria a falecer a 17 de Julho de 1995, aos 84 anos de idade, desaparecendo aquele que, ainda hoje, continua a ser considerado, por muitos especialistas da modalidade, o melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos.

sábado, 23 de maio de 2009

FALDO, Nick (Inglaterra, Golfe)

Nicholas Alexander Faldo, nascido a 18 de Julho de 1957, em Welwin Garden City (Inglaterra), foi o maior golfista inglês de todos os tempos e um dos maiores de sempre da história do golfe.
Tendo iniciado a sua carreira profissional em 1976, Nick Faldo tornou-se num dos melhores jogadores mundiais das décadas de 80 e 90, tendo, durante esse período, marcado fortemente uma era no golfe mundial.
Com efeito, ao longo de duas décadas, entre 1977 e 1997, Nick Faldo foi somando sucessos atrás de sucessos, contabilizando 9 triunfos em torneios da Associação de Golfistas Profissionais (PGA) e, ainda, outras 34 vitórias em competições internacionais de renome.
Os seus sucessos mais importantes foram 3 triunfos no Open britânico, em 1987, 1990 e 1992, outros tantos no US Masters, em 1989, 1990 e 1996 e 5 vitórias na Ryder Cup, em 1985, 1987, 1989, 1995 e 1997.