terça-feira, 19 de maio de 2009

FACCHETTI, Giacinto (Itália, Futebol)

Giacinto Facchetti, nascido a 18 de Julho de 1942, em Trevigliese, na Itália, foi um dos maiores futebolistas italianos de todos os tempos e um dos melhores defesas europeus das décadas de 60 e 70.
Facchetti iniciou a carreira futebolística no Trevigliese, começando por jogar na posição de avançado. Porém, quando se transferiu para o Inter de Milão, foi logo adaptado ao lugar de defesa esquerdo, por opção do técnico argentino Helenio Herrera. Facchetti era um defesa lateral bastante ofensivo e marcava golos com uma certa regularidade, como o comprova, aliás, os 60 golos que apontou no Calcio, cuja marca constitui um recorde para um defesa.
Ao serviço do Inter de Milão e da selecção italiana, Facchetti atingiu a glória e a consagração mundial. Com a camisola do Inter, clube que representou durante 17 anos, Facchetti conquistou 4 Campeonatos de Itália (1963, 1965, 1966 e 1971), uma Taça de Itália (1978), duas Taças Intercontinentais (1964 e 1965) e duas Taças dos Campeões Europeus de clubes, em 1964 e 1965, derrotando, respectivamente, o Real Madrid (3-1) e o Benfica (1-0).
Fachetti e o Inter de Milão voltariam a estar presentes, em 1967, numa 3ª final da Taça dos Campeões Europeus, agora, frente ao Celtic de Glasgow. Porém, desta vez, o Inter seria derrotado (2-1), pela equipa escocesa, no jogo da final disputado em Lisboa, no Estádio Nacional.
Facchetti é, ainda hoje, o jogador com mais partidas realizadas pelo Inter, num total de 475 jogos. Ao longo de 15 anos, mais concretamente, entre 1963 e 1977, Facchetti envergou a camisola da Squadra Azzurra em 94 ocasiões (3 golos marcados), chegando a ser o recordista de internacionalizações da selecção italiana, até ser ultrapassado, primeiro, pelo guarda-redes Dino Zoff e, muitos anos mais tarde, pelo defesa Paolo Maldini.
Ao serviço da Itália, Facchetti foi Campeão da Europa, em 1968, tendo sido eleito o melhor jogador do torneio. Nessa altura, Facchetti era já o "patrão" da defesa de uma selecção que sofria muito poucos golos, ou não fosse herdeira do célebre sistema defensivo denominado catennaccio, inventado por Helenio Herrera.
Facchetti também marcou presença em 3 edições do Campeonato do Mundo: em 1966, no "Mundial" de Inglaterra, disputou 3 jogos; em 1970, no "Mundial" do México, no qual foi vice-campeão do Mundo e capitão da Squadra Azzurra, disputou 6 jogos, já na posição de líbero; em 1974, no "Mundial" da Alemanha (ex-RFA), disputou 3 jogos. Só não participou naquele que seria o seu 4º Campeonato do Mundo, em 1978, na Argentina, porque se lesionou poucas semanas antes do início da competição.
As exibições praticadas, os títulos conquistados e a experiência adquirida ao mais alto nível, quer no Inter, quer na selecção transalpina, tornaram Facchetti, durante a década de 70, um dos melhores defesas (líberos) do futebol europeu.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

EVERT, Chris (EUA, Ténis)

Christine Marie Evert, nascida a 21 de Dezembro de 1954, em Fort Lauderdale (EUA), foi uma das maiores tenistas norte-americanas de todos os tempos e uma das melhores de sempre da história do ténis feminino mundial.
Durante 13 anos consecutivos, entre 1974 e 1986, Chris Evert ganhou sempre, pelo menos, um título do Grand Slam (num total de 18), revelando uma longevidade e regularidade exibicional impressionantes, facto este que constitui, aliás, um recorde, não apenas na história do ténis feminino, mas também na história do ténis mundial.
Em 18 anos de carreira profissional, mais concretamente, entre 1972 e 1989, Chris Evert esteve presente em 57 edições de torneios do Grand Slam e, apenas, por 4 vezes não chegou às meias-finais das respectivas edições! Na verdade, não há mais nenhuma tenista na história da modalidade com uma tão longa e bem sucedida campanha ao mais alto nível.
Ao longo da sua brilhante carreira, Chris Evert conquistou um total de 158 (!) títulos em singulares (foi ainda finalista vencida em mais 72 torneios), dos quais 18 foram obtidos em torneios do Grand Slam (mais 3 vitórias em pares), os quais se indicam a seguir: 7 vitórias em Roland Garros (constitui um recorde deste torneio), em 1974, 1975, 1979, 1980, 1983, 1985 e 1986; 6 vitórias no Open dos Estados Unidos (4 delas consecutivas), em 1975, 1976, 1977, 1978, 1980 e 1982; 3 vitórias em Wimbledon, em 1974, 1976 e 1981; duas vitórias no Open da Austrália, em 1982 e 1984.
Ao longo de 18 anos de uma carreira recheada de sucessos, Chris Evert foi também, naturalmente, "número um mundial" durante 5 anos. Entre 1973 e 1979, Chris Evert ganhou 125 encontros consecutivos em terra batida (piso onde se formou como jogadora), de facto, a sua superfície preferida, na qual demonstrava uma maior superioridade perante as suas adversárias, embora também conseguisse impôr-se nos outros pisos.
A sua rivalidade com a tenista checa (mais tarde, naturalizada norte-americana) Martina Navratilova ficou famosa e os seus duelos ficaram para a história da modalidade. Com efeito, entre 1973 e 1988, as duas tenistas defrontaram-se em 80 ocasiões, com a vantagem a pertencer a Navratilova, por apenas 6 vitórias de diferença, mais concretamente, por 43-37.
Em 1989, quase a completar 35 anos, Chris Evert despede-se do ténis com um palmarés fabuloso, deixando, atrás de si, uma marca de classe e um registo de vitórias difíceis de igualar.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

EVANS, Lee (EUA, Atletismo)

Lee Evans, nascido a 25 de Fevereiro de 1947, em Madera (EUA), foi um dos maiores atletas norte-americanos de sempre de 400 metros e um dos melhores especialistas mundiais de todos os tempos na distância de uma volta à pista.
A carreira de Lee Evans fica associada à obtenção de 2 recordes históricos do atletismo, os quais tiveram, de facto, uma grande longevidade: o recorde de 400 metros, que durou quase 20 anos, e o recorde da estafeta de 4 x 400 metros, que durou ainda mais tempo, praticamente 24 anos.
Com efeito, Lee Evans foi um dos atletas norte-americanos que, durante os Jogos Olímpicos de 1968, realizados em altitude, na Cidade do México, alcançaram marcas "do outro mundo". À semelhança, por exemplo, de Bob Beamon (que atingiu a marca de 8,90 metros, no salto em comprimento, e cujo recorde durou 23 anos), também Lee Evans obteve duas marcas fantásticas, correndo os 400 metros em 43,86 segundos e obtendo o tempo de 2 minutos e 56,16 segundos na estafeta de 4 x 400 metros.
Na prova de 400 metros, Lee Evans e o seu compatriota Larry James (43,90 segundos) tornaram-se nos primeiros atletas a cumprir a volta à pista em menos de 44 segundos, conquistando a medalha de ouro e de prata, respectivamente. Seria preciso esperar quase 20 anos para que outro atleta ultrapassasse aquela marca. O autor da proeza foi o também norte-americano Butch Reynolds, o qual, a 17 de Agosto de 1988, no meeting de Zurique, bateu o velho recorde de Lee Evans.
Dois dias após a final de 400 metros, teve lugar a final da estafeta de 4 x 400 metros, na qual o fantástico quarteto norte-americano formado por Lee Evans, Vincent Matthews, Ronald Freeman (medalha de bronze nos 400 metros) e Larry James, alcançou um tempo extraordinário, melhorando em 3,5 segundos o anterior máximo mundial. A estupenda marca de 2 minutos e 56,16 segundos perduraria durante 24 anos, sendo apenas destronada, da respectiva tabela de recordes, a 8 de Agosto de 1992, durante os Jogos Olímpicos de Barcelona.
Refira-se que Lee Evans e os restantes companheiros da estafeta de 4 x 400 metros também se manifestaram, no final da cerimónia do pódio, a favor do Black Power, movimento de luta dos negros norte-americanos (e também de muitos brancos, diga-se de passagem) contra a segregação racial de que era alvo a comunidade negra nos Estados Unidos da América, sobretudo, nas décadas de 50 e 60 do século passado.
Lee Evans alcançou assim, por direito próprio, um lugar de destaque na história do atletismo mundial e, em particular, na História dos Jogos Olímpicos, nos quais, além de ter conquistado duas medalhas de ouro, obteve 2 recordes históricos que duraram, pelo menos, duas décadas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

EVANS, Janet (EUA, Natação)

Janet Elizabeth Evans, nascida a 28 de Agosto de 1971, em Fullorton (EUA), foi uma das maiores nadadoras norte-americanas de sempre e uma das melhores especialistas de todos os tempos em distâncias longas.
Com efeito, Janet Evans foi uma grande especialista das distâncias mais longas no estilo livre, como o demonstra, aliás, o facto de ter detido os recordes mundiais dos 400 metros (4.03,85 minutos, em 1988), dos 800 metros (8.16,22 minutos, em 1989) e dos 1500 metros (15.52,10 minutos, em 1988), todos eles obtidos no final da década de 80, de facto, a sua época áurea.
Nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, enquanto que o nadador Matt Biondi foi a grande figura da natação masculina norte-americana, com 6 medalhas conquistadas (5 das quais de ouro), Janet Evans, então com apenas 17 anos, foi a grande figura da natação feminina norte-americana, ao conquistar 3 títulos olímpicos individuais.
Na verdade, a nadadora norte-americana arrecadaria 3 medalhas de ouro nas provas de 400 metros livres e estilos e na prova de 800 metros livres, provando ser, de facto, a melhor nadadora em distâncias longas e uma grande especialista no estilo livre.
Janet Evans iria, ainda, marcar presença em mais duas edições dos Jogos Olímpicos, mais concretamente, nos Jogos de Barcelona, em 1992 e nos Jogos de Atlanta, em 1996. Embora sem o mesmo sucesso obtido 4 anos antes nos Jogos de Seul, Evans voltaria a conquistar mais duas medalhas em Barcelona, uma de ouro, na prova de 800 metros livres, na verdade a sua distância de eleição, e outra de prata, na prova de 400 metros livres.
Com 5 medalhas olímpicas individuais conquistadas (4 delas de ouro), Janet Evans justificou plenamente um lugar de destaque na história da natação olímpica, sendo, provavelmente, a melhor nadadora de sempre nas distâncias longas do estilo livre.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

EUSÉBIO (Portugal, Futebol)

Eusébio da Silva Ferreira, nascido a 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques (actual Maputo, Moçambique), foi o melhor jogador português de todos os tempos e um dos maiores avançados da história do futebol mundial.
Com efeito, Eusébio, que ficou mundialmente conhecido por "O Pantera Negra", foi um futebolista de craveira excepcional, tendo construído, ao longo de mais de 15 anos de uma carreira inigualável, um palmarés fabuloso, só ao alcance dos predestinados e dos jogadores fora de série.
Eusébio começou a jogar futebol no clube da sua cidade, no Sporting de Lourenço Marques, começando, desde logo, a dar nas vistas e a atrair as atenções de muita gente que acompanhava os jogos e as suas exibições. Não espantou, pois, que começasse a despertar o interesse e a cobiça dos grandes clubes da Metrópole e de Lisboa, designadamente, do Benfica e do Sporting.
Foi assim que Eusébio chegou a Portugal e a Lisboa, no final do ano de 1960, então prestes a completar 19 anos, para ingressar no Benfica, que ganhou a corrida pela sua contratação ao "velho rival da 2ª circular", decorria já a época de 1960/61. Eusébio acabaria por se inscrever, como jogador do Benfica, apenas em Maio de 1961, já com a época quase a terminar, mas ainda a tempo de se sagrar campeão nacional no seu 1º ano ao serviço do Benfica.
Na verdade, Eusébio estreou-se na 1ª Divisão, precisamente na última jornada do Campeonato Nacional daquela época, frente ao Belenenses, no Estádio do Restelo, tendo o Benfica vencido por 4-0, com Eusébio a marcar um dos golos, o primeiro de muitos que iria apontar com a camisola do Benfica.
No entanto, já antes Eusébio se havia estreado na equipa principal do Benfica, num jogo particular, disputado a 23 de Maio de 1961, no Estádio da Luz, frente ao Atlético, tendo o Benfica vencido por 4-2, com 3 golos da autoria de Eusébio.
A sua estreia internacional ocorreu pouco tempo depois, a 13 de Junho, no Torneio de Paris, num jogo contra o Anderlecht (Bélgica), no qual Eusébio marcou um golo, na vitória do Benfica por 3-2. Na jogo da final do torneio, 2 dias mais tarde, o Benfica defrontou a poderosa equipa brasileira do Santos de Pelé, tendo Eusébio marcado 3 golos e realizado uma grande exibição, entrando apenas na 2ª parte, não conseguindo, porém, impedir a derrota do Benfica por 6-3.
Devido ao facto de só se ter inscrito, como jogador do Benfica, praticamente no final da época de 1960/61, Eusébio já não foi a tempo de disputar a final da Taça dos Campeões Europeus, na qual o Benfica derrotou o Barcelona por 3-2. No entanto, na época seguinte, o Benfica voltava a estar presente na final da mais importante competição europeia de clubes, e desta vez, Eusébio já fazia parte da equipa que venceria, de forma sensacional, o Real Madrid, por 5-3, com 2 golos da sua autoria, mais concretamente, o 4º e 5º golos do Benfica. Com apenas 20 anos, Eusébio conquistava o seu 1º grande título a nível de clubes, numa altura em que começava a despontar como a principal figura da equipa encarnada, estatuto esse que se viria a confirmar nos anos seguintes, ao ponto de se ter afirmado, definitivamente, como um dos melhores jogadores da Europa e do Mundo do seu tempo.
Eusébio viria a estar presente em mais 3 finais da Taça dos Campeões Europeus, ao serviço do Benfica, mas seria derrotado em todas elas: em 1962/63, frente ao AC Milão, por 2-1, apontando o golo solitário do Benfica; em 1964/65, frente ao Inter de Milão, por 1-0; em 1967/68, frente ao Manchester United, por 4-1 (após prolongamento, com 1-1 no final dos 90 minutos).
Em termos individuais, Eusébio conquistou a "Bota de Ouro" (troféu destinado ao melhor marcador dos campeonatos europeus) por duas vezes, em 1967/68 (com 42 golos) e 1972/73 (com 40 golos), a "Bola de Ouro" (troféu que consagra o melhor jogador da Europa), em 1965 e a "Bola de Prata", por duas vezes, em 1962 e 1966. Jogou, em 9 ocasiões, em selecções europeias e mundiais (4 vezes pela Selecção da FIFA e 5 vezes pela Selecção da UEFA), tendo marcado um total de 10 golos. Recentemente, foi eleito e considerado, pela FIFA, um dos 10 melhores jogadores do Mundo de todos os tempos e, pela UEFA, o 7º melhor jogador europeu de sempre.
A nível interno, ao serviço do Benfica, Eusébio foi, por 11 vezes, Campeão Nacional (1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68, 1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73 e 1974/75), sendo, ainda hoje, recordista, a nível nacional, de campeonatos nacionais ganhos. Venceu ainda, por 5 vezes, a Taça de Portugal (1961/62, 1963/64, 1968/69, 1969/70 e 1971/72).
Eusébio sagrou-se, por 7 vezes (5 delas consecutivas), o melhor marcador do Campeonato Nacional: em 1963/64 (28 golos); em 1964/65 (28 golos); em 1965/66 (25 golos); em 1966/67 (31 golos); em 1967/68 (42 golos); em 1969/70 (20 golos); em 1972/73 (40 golos). As 7 "Bolas de Prata" conquistadas constituem, ainda hoje, recorde a nível nacional.
Eusébio jogou no Benfica durante 15 épocas, mais concretamente, entre 1960/61 e 1974/75, ao longo das quais realizou 715 jogos de "águia ao peito", tendo marcado um total de 727 golos (média superior a um golo por jogo!), marca esta que constitui, igualmente, recorde a nível nacional. Contando, ainda, com os golos obtidos no estrangeiro (EUA, México e Canadá), Eusébio contabiliza um total de 757 golos apontados, entre 1961 e 1978.
No que diz respeito ao Campeonato Nacional, Eusébio efectuou, ao serviço do Benfica, 301 jogos, tendo marcado 317 golos. Depois de sair do Benfica, Eusébio jogou ainda em Portugal, no Beira-Mar, durante parte da época de 1976/77, tendo realizado 12 partidas e apontado 3 golos. A terminar a carreira, Eusébio jogou ainda no União de Tomar (da 2ª Divisão Nacional), durante parte da época de 1977/78, tendo marcado 3 golos.
Com 320 golos marcados no Campeonato Nacional (317 pelo Benfica e 3 pelo Beira-Mar), Eusébio é o 2º maior goleador português de todos os tempos naquela competição, atrás de Peyroteo (Sporting) que marcou 331 golos no campeonato. Ainda relativamente ao Campeonato Nacional, e em termos de média de golos marcados por jogo, Eusébio com uma excelente média de 1,02 golos por jogo (320 golos em 313 jogos), só é ultrapassado, neste particular, novamente por Peyroteo, que possui a extraordinária média de 1,68 golos (!) por jogo.
No que diz respeito a jogos a contar para a Taça de Portugal, Eusébio detém o recorde de golos marcados nesta competição, que é de 97 golos. A contar para as Competições Europeias de clubes, Eusébio efectuou, ao serviço do clube encarnado, 75 jogos, tendo marcado um total de 57 golos. Neste particular, Eusébio foi, durante muitos anos, o 2º melhor marcador de sempre das Competições Europeias, apenas atrás do alemão Gerd Muller, que marcou 67 golos, mais 10 que Eusébio. Também chegou a ser, durante muito tempo, o 2º melhor marcador da Taça dos Campeões Europeus, com 46 golos apontados, atrás do argentino Alfredo Di Stefano, que obteve 49 golos, apenas mais 3 que Eusébio.
Ao serviço da Selecção Nacional, que representou durante 12 anos, Eusébio totalizou 64 internacionalizações, tendo marcado 41 golos (2º goleador de sempre da Selecção, atrás de Pauleta) e sido capitão em 16 jogos. A sua estreia na Selecção A ocorreu a 8 de Outubro de 1961, no Luxemburgo, num jogo em que Portugal foi derrotado pela Selecção da casa por 4-2. A sua despedida da "equipa das quinas" aconteceu a 13 de Outubro de 1973, no Estádio da Luz, tendo Portugal empatado (2-2) com a Bulgária.
O momento mais alto vivido por Eusébio ao serviço da Selecção Nacional foi durante o Campeonato do Mundo de Futebol, realizado em Inglaterra, em 1966, no qual Portugal conquistou um brilhante 3º lugar e Eusébio sagrou-se o melhor marcador da competição, com 9 golos, 4 dos quais obtidos num só jogo, frente à Coreia do Norte, no qual Portugal após estar a perder por 3-0, fez uma reviravolta sensacional, vencendo por 5-3.
Eusébio foi considerado um dos melhores jogadores do Campeonato do Mundo, apenas suplantado por Bobby Charlton (Campeão do Mundo pela Inglaterra e "carrasco" de Portugal, nas meias-finais, com 2 golos apontados e uma grande exibição).
Com efeito, Eusébio foi a grande figura da Selecção Nacional, conduzindo-a rumo ao grande objectivo que era a chegada à final da competição e, quiçá, à vitória. No entanto, no caminho, até então 100% vitorioso da "equipa de todos nós", atravessou-se a Selecção da casa, a Inglaterra, que com o apoio do seu público, jogando no seu "estádio-talismã" (em Wembley) e com um Bobby Charlton inspirado, venceu Portugal por 2-1.
Eusébio e a Selecção conquistaram, ainda, o 2º lugar na Minicopa do Brasil, em 1972, torneio disputado entre selecções da América do Sul e Portugal, para comemorar os 150 anos da Independência do Brasil (1822). No jogo que iria decidir o vencedor do torneio, Portugal seria derrotado pelo Brasil, por 1-0, após uma excelente campanha realizada.
A 18 de Junho de 1975, e após 15 anos de "águia ao peito", Eusébio, então com 33 anos, vestia pela 715ª vez e última a camisola encarnada, com a qual rubricou 727 golos.
No período de tempo que mediou, entre a sua saída do Benfica e o encerramento da carreira, Eusébio jogou, por diversas vezes no estrangeiro, nomeadamente, no México, no Canadá e, mais do que uma vez, nos Estados Unidos.
Apesar das muitas conquistas, vitórias, glórias e alegrias alcançadas e vividas ao longo de uma carreira fantástica e invejável, recheada dos maiores êxitos e sucessos, Eusébio também passou por momentos delicados e até dramáticos, de grande sofrimento, uma vez que, ao longo de mais de 15 anos ao mais alto nível, sofreu várias lesões graves, destacando-se as 7 intervenções cirúrgicas aos joelhos (6 ao joelho esquerdo e uma ao joelho direito).
Para a história do futebol mundial e do futebol português, em particular, fica a lenda e o mito chamado Eusébio, o melhor jogador português de todos os tempos e um dos melhores do Mundo, a quem um dia Salazar classificou como "Património do Estado", proibindo, na altura, a sua saída para fora de Portugal, a fim de representar qualquer clube estrangeiro, dos muitos que, durante os anos 60, o cobiçavam e pretendiam contratar por verbas astronómicas para aquela época. A todos eles, Eusébio disse não, em nome de Portugal e por amor ao Benfica.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

ENDER, Kornelia (ex-RDA, Natação)

Kornelia Ender, nascida a 25 de Outubro de 1958, na antiga RDA (República Democrática Alemã), foi uma das maiores nadadoras alemãs de todos os tempos e uma das melhores de sempre da história da natação mundial.
O torneio feminino de natação dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, foi claramente dominado pela RDA, cujas atletas venceram 11 das 13 provas em disputa! Dessa geração espantosa de nadadoras que contribuíram para essa marcante superioridade, sobressaiu precisamente Kornelia Ender, grande especialista dos estilos livre e mariposa.
Ender havia-se estreado nos Jogos Olímpicos, 4 anos antes, na edição de 1972 dos Jogos, realizados em Munique, na então RFA (República Federal Alemã). A sua estreia olímpica nos Jogos de Munique render-lhe-iam 3 medalhas de prata, uma das quais individual, obtida na prova de 200 metros estilos, e as outras duas conquistadas nas estafetas de 4 x 100 metros livres e 4 x 100 metros estilos.
A prestação de Ender nos Jogos de 1972 seria o prenúncio daquilo que viria a acontecer, 4 anos mais tarde, nos Jogos Olímpicos de Montreal, onde a nadadora alemã iria brilhar intensamente, tornando-se, inclusivamente, numa das maiores figuras dos Jogos de 1976.
Com efeito, Ender viria a conquistar, nas piscinas de Montreal, 4 títulos olímpicos, 3 dos quais obtidos em provas individuais, mais concretamente, nos 100 e 200 metros livres e 100 metros mariposa, sendo que o 4º título seria conquistado na estafeta de 4 x 100 metros estilos. A acrescentar a estas 4 medalhas de ouro, Ender viria ainda a obter uma medalha de prata, na estafeta de 4 x 100 metros livres.
No balanço das suas duas participações em Jogos Olímpicos, Kornelia Ender conquistou um total de 8 medalhas, repartidas, em igual número, entre medalhas de ouro e de prata (4 de cada), entrando, muito justamente, para a história da natação olímpica, como uma das maiores nadadoras de sempre.

sábado, 18 de abril de 2009

EMERSON, Roy (Austrália, Ténis)

Roy Emerson, nascido a 3 de Novembro de 1936, em Blackbutt, na Austrália, foi um dos melhores tenistas australianos de todos os tempos e uma das maiores figuras de sempre da história do ténis mundial.
Roy Emerson ganhou, por mais do que uma vez, os 4 torneios que compõem o Grand Slam, tendo conquistado um total de 12 títulos dos chamados majors, marca esta que só em 2000 foi superada pelo tenista norte-americano Pete Sampras, o qual detém, aliás, o recorde de maior número de títulos do Grand Slam conquistados, num total de 14.
Com efeito, Roy Emerson foi durante 33 anos (entre 1967 e 2000) o tenista com mais títulos do Grand Slam ganhos em singulares, sendo, ainda hoje, o único tenista a ter vencido os 4 torneios do Grand Slam, quer em singulares, quer em pares, totalizando 28 vitórias, das quais 12 em singulares e 16 em pares.
As 12 vitórias em singulares foram conquistadas apenas em 7 anos, mais concretamente, entre 1961 e 1967, período de tempo no qual venceu 6 títulos no Open da Austrália (5 deles consecutivos: 1961, 1963, 1964, 1965, 1966 e 1967) e 2 títulos em cada um dos outros 3 grandes torneios: em Roland Garros (1963 e 1967), em Wimbledon (1964 e 1965) e no Open dos Estados Unidos (1961 e 1964).
O ano de 1964 foi o mais produtivo da carreira de Roy Emerson, pois naquele ano o tenista australiano só não venceu em Roland Garros, tendo, assim, ficado muito perto de conquistar o Grand Slam num só ano.
Roy Emerson era um atleta bastante completo e versátil, tão bom em superfícies rápidas (de relva), como em superfícies lentas (de terra batida), destacando-se por possuir uns pulsos e braços fortes e robustos, que lhe permitia dar pancadas fortísimas na bola.
Em matéria de recordes, Roy Emerson é também o detentor de mais títulos conquistados na mais importante competição mundial de ténis por equipas, tendo, ao serviço da Austrália, arrecadado, nada mais, nada menos que 8 (!) Taças Davis.